-Quantos anos voce tem?
-Tenho 15… Não, não, é 16.


“Sim, eu sinto sua falta. E não é pouca. Eu sinto falta de conversar todos os dias contigo, você me contar partes do seu dia ou o que aconteceu, me mostrar alguma música que goste, me contar aquelas suas piadas ou cantadas que por mais que sejam idiotas sempre me fizeram rir, ou apenas ficar implicando comigo. Eu sinto saudades disso tudo, sinto saudades dos planos que fiz para o futuro junto de ti, que agora vejo que não vou mais poder realizá-los. Foram apenas planos e sonhos. Mas eu sinto saudades de coisas que não vivi, que apenas vivi na minha imaginação […] às vezes eu me deito, fico lembrando de todas aquelas nossas conversas que sempre vão me fazer rir, fico lendo e relendo suas mensagens, e de repente bate um aperto no coração por saber que tudo aquilo não vai poder mais voltar, que mesmo se eu quisesse voltar atrás, seria tarde de mais. E agora só me resta tentar te esquecer, por mais que eu saiba que seja impossível de se fazer, pois por mais que eu seja esquecida, nunca consegui esquecer o que foi importante para mim e o que marcou minha vida, nunca consegui esquecer das pessoas importantes que entraram na minha vida e depois saíram, mas com o tempo as coisas vão se amenizando e quando eu me lembrar de ti, não vai mais doer. É nisso que tenho esperança.“ (U.T.S)



Diferente. Era essa palavra que definia aquela garota, ela era diferente de todas as outras. Ela gostava de viajar, gostava de curtir a vida, mas não de forma estúpida. Ela não fazia aquele tipo “pegadora”, ela amava a um só. Ela não gostava daquelas roupas curtas, ela preferia uns shorts mais longo. Ela preferia usar um moleton a uma camiseta. Ela preferia mil vezes um all-star a um salto alto. Mas mulher que é mulher “nunca desce do salto”. Ela adorava o perfume que ficava em seu blusa após um abraço. Era apaixonada por sorrisos. Encantada por olhares. Ela tinha um lado meigo, outro extremamente malvado. Havia um lado frio e outro que chegava a ferver. Era uma doçura com algumas pessoas, mas já com outras, era amarga, como um limão. Ela tinha um lado triste, pelo qual as lágrimas a atazanavam por uma noite completa. E tinha uma felicidade, que nossa, deixa qualquer um com uma inveja. Ela era uma palhaça, em questão de graça, era sim. Fazia de tudo pra ver bem aqueles a qual ela ama. Dava até o seu sorriso se precisasse. Ela tinha um lado safado e outro completamente santo. Aliás, nenhuma garota é pura por completo, né? Ela tinha um lado másculo. Ela amava rock, não era muito de escutar funk. Ela respeitava, mas, também queria respeito devolvido. Ela era encantante, ah, que garota mais interessante. Ela amava skate. Ela ficava no computador até altas horas. Ela não se importava muito com o que as pessoas falavam dela, ou se importava, mas não demonstrava. Ela era assim, simples, simpática, com quem merecia. Ela não era aquelas vadias iguais a escola que ela frequentava. Ela era apenas ela mesma, simples desse jeito, mas ela sabe, que era dessa forma que ela conseguia viver feliz.
— Ela era normal, de um jeito diferente. Thays Nobre (cuidar-me)

São as pequenas coisas que nos fazem ser quem somos nesse mundo grande.